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News and resources on French thinker Michel Foucault (1926-1984)

Emerson Maione, Thiago Rodrigues, Genealogia e Agonismo: uma analítica do poder na Justiça de Transição, Carta Internacional. Revista da Associação Brasileira de Relações Internacionaisv, 14 n. 1 (2019)

DOI: 10.21530/ci.v14n1.2019.821

Resumo
Este artigo baseia-se em sugestões teórico-metodológicas de Michel Foucault. Em especial,focaremos a analítica das relações de poder/saber, a genealogia, o agonismo, e as visõesdesse autor sobre justiça, veridicção e constituição dos sujeitos. Para sugerir como trabalha ametodologia genealógica, trazemos breves ilustrações sobre justiça de transição. Daí emergeuma sugestão de análise da justiça de transição que visa enxergá-la não como algo queapenas busque romanticamente a “verdade” e a “justiça”, mas também como uma verdadeirafrente de batalha cujo resultado dependerá das variações das relações de força em embateslocalizados. Sugere-se, portanto, que a genealogia é uma metodologia capaz de gerar análisesque fujam do maniqueísmo que estabelece, rigidamente, o “certo” e o “errado”, o “justo” eo “injusto”. E uma vez que a genealogia é, em si mesma, uma abordagem altamente política, parcial, ela busca questionar discursos que, ao contrário, se apresentam como neutros euniversais. Por isso ela se foca não em “objetos” rígidos e supostamente isoláveis do conjuntode acontecimentos sociais, mas interpela os acontecimentos, discursos e práticas de poder,interessada em identificar quais relações de poder e saber moldaram tal objeto.

Reflecting upon Genealogical and Agonistic Methodologies in International Relations: The case of Transitional Justice.

Abstract
This is article is based on theoretical-methodological suggestions by Michel Foucault. It focuses on the analytics of power/knowledges relations, on genealogy, on agonism and on his visions on justice, veridiction and the constitution of subjects. To suggest how the genealogic methodology works we bring brief illustrations form Transitional Justice. From this, it emerges an analysis of Transitional Justice that sees it not just as a romantic search for “truth” and “justice” but also as a battle front whose results will depend on the variations of force relations in localized struggles. Therefore, we suggest that genealogy is a methodology capable of produce analyses that skip rigid dichotomies such as “right” and “wrong”, “just” and “unjust”. And since genealogy is, in itself, a highly political and partial approach it seeks to question discourses that, on the other side, presents itself as neutral and universal. Hence it do not focus on rigid research “objects” that supposedly could be isolated from the set of social events but questions the events, discourses and practices of power with the aim of identify which relations of power and knowledge has shaped this object.

Keywords: Transitional Justice; Genealogy; Michel Foucault.

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